Quem sou eu

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Attitude Coletiva é um grupo de rap que tem em sua formação Blekaut, LC e Manu, juntos em busca do ideal coletivo através do rap como linguagem poética,sem rótulos, livre para novas experimentações.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Movimento e Rima



Nos dias 10,11 e 12 de dezembro vivemos em uma experiência única, no espetáculo Exótico do Jazz Carlota Portella, unimos dança e rap, linguagens diferentes que comunicaram a mesma mensagem com muita sintonia. 


Os coreográfos Andréa Dias, Geórgia Klier e Washington Cardoso coreografam suas diferentes visões a respeito do tema exótico, e os MC's Bleckaut, Bocão e Manu compuseram a letra nos instrumentais do próprio Bocão. 


O resultado você confere em um video que estimula a sua percepção exótica. 
Boa viagem!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Face exótica




A sós, eu a imagem e o espelho
No reflexo vejo meus olhos quase vermelhos
A expressão é clara, o sentimento é confuso
A sensação é rara, me deixa em parafusos

Me aproximo aos poucos da face mais exótica
Sem lógica, ilusão de ótica
Mergulho em minha loucura para desvendar
Quem sou eu pra mim e pra você quem será

A verdade se esconde por trás das aparências
A visão é cega, desconhece a essência
Não se iluda  apenas com o que pensa ver
O que julga, aponta, empobrece seu ser

Por isso deixo que pense, que diga, que fale
Sou o que sou, a atitude é o que vale
Como vejo o mundo? E quem sabe como o mundo me vê?
As diferenças unem eu e você

Culturas, lugares, tradições e estilos
Idiomas, sotaques, ideologia, crenças e tribos
Diversidade que ensina e aproxima
Arte exótica, movimento e rima.





terça-feira, 16 de novembro de 2010

Attitude no URBAN UNDERGROUND representando o Brasil



Attitude Coletiva no cd  URBAN UNDERGROUND vol 8;
Lançado a poucos dias no Brasil, o projeto produzido pela Quickstar Productions em Baltimore nos EUA reúne músicas de grupos e artistas da cena independente mundial.

A música Processo Criativo, segue em meio a outros idiomas e culturas levando um pouco da arte do rap brasileiro e carioca, a música fez parte do volume 7 e agora também está no volume 8.

Ficamos muito felizes por terem escolhido este som, além de ser a música de trabalho do nosso cd (que está à caminho), o mais importante, conta com a participação do nosso irmão eterno Andrey Luiz Guimarães, o Zé Bolinho, nossa luz.
 O CD inteiro ou as faixas separadas estão disponíveis no iTunes, amazon, 7digital, limewire, entre outros.
Seguem abaixo alguns links de acesso a este projeto que acabam de ser disponibilizados.

A família Attitude Coletiva agradece humildemente à todos que acreditam, inspiram e motivam a nossa música, por mais uma conquista nessa longa caminhada.
Positividade e coletividade, sempre!!!

Links do URBAN UNDERGROUND:














segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O BEM COLETIVO






Falar em coletividade, em união, é muito mais simples do que agir e pensar em prol do todo.

Somos seres errantes, mas acredito na tentativa do acerto.
Deixar de lado centelhas individuais, lutar contra o egocentrismo e buscar o que de fato é o melhor para todos.
Arte deve ser este espaço de troca, onde todos trazem suas individualidades expressivas para uma teia, tecida por cada um que se integra com a sua parte. 
A cada dia que a Attitude Coletiva toca seu som nasce mais uma história, por vezes com poucos e por outras com muitos novos personagens, com suas semelhanças e diferenças que só enriquecem a diversidade.
O artista deve ser o mais pobre de ego e o mais rico em humildade, para que sua obra expresse verdade e que seu público faça parte dela.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

SENTIDOS novo som da Attitude Coletiva, em breve!


                                            imagem: http://vidadeplebeia.zip.net/arch2010-01-24_2010-01-30.html

Até onde seus olhos alcançam, sua percepção e instinto te lançam
Ao redor
Um som ouvido, positivo, absorvido pelos cinco sentidos nos traz
Algo melhor

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Agressão à mulher não rima (letra A.C.)

Ouvia-se dizer que nem com flor bate em mulher
Não o que se vê, não é bem o que é
Enquanto cresce o percentual de agredidas
Morre o valor pela geração de vidas



Prostituição infanto-juvenil
Produto da agressão doméstica no Brasil
Atualmente cerca de quinhentas mil
São violentadas, estupradas, como sempre ninguém viu
Ocorre geralmente dentro de seus lares
Sendo pais e parentes irresponsáveis
Que sem punição então livremente permanecem
Com o passar do tempo todos se esquecem
Exceto vitimas, que levam suas vidas
Na alma a cicatriz da infância interrompida
Sensação de abandono e impotência
A indolência é de extrema persistência
Passam-se os anos, Mudam-se os rumos
Porém o terror retorna em alguns segundos
Hoje não mais meninas, são mulheres casadas
E por maridos covardes, espancadas
Pânico que paralisa, impotência que aterroriza
Na ameaça constante de ataque
Guiadas pelo medo simplesmente não reagem
Não se tem valor sem amor próprio
Não há planos pro futuro se o presente é de ódio
A agressão mata em longo prazo
Sem desejo de viver a espera é pelo acaso
E da justiça só descaso

A cada quatro minutos os surtos se iniciam
Muitas só reclamam enquanto poucas denunciam
Rendidas por covardes, em seus lares espancadas
Acreditam que é só fase e acabam sendo assassinadas
Por amor, vitimas de um coma profundo
Quem vê de for diz que gosta ou é mulher de vagabundo
Agressão à mulher não rima, clima pesado demais
Filhos desconfiados, esposas desleais
Medo na relação gera um conflito interno
Dividir o mesmo teto acaba se tornando o inferno
Dias bons se foram, a tendência é piorar
Apanhar, gritar, chorar, ir embora e voltar
Acabar com essa rotina é a nossa intenção
Elas também precisas de carinho e atenção
Enquanto cresce o percentual de agredidas
Morre o valor pela geração de vidas

O que nos move?

Arte é movimento.                                                                            
Idéias transitam, gestos, atitudes, influências e inspiração. 
De onde parte? 
Qual o combustível  para a ação da criação? 
O que mantém ligado o fio condutor entre a obra e quem a contempla, a percebe, que por ela é afetado?
Ouço uma canção, observo a plasticidade de uma obra, deixo-me ser convencido pela interpretação do ator, sigo caminhos sensitivos  num corpo dançante.  Qual o motivo?
É fascinante imaginar o instante poético, aquele start, in site, a luz, o impulso.
O espírito criador é o que mais admiro no artista, aquilo que vem antes da obra, o começo de tudo, a provocação.

O que te move? O que te inspira?